Uma mistura de cloroquina/hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco quelado. É com esse coquetel - não reconhecido pelo polo de ciência médica mundial - que alguns prefeitos estão adotando para combater o corona vírus em suas cidades. Esse "tratamento" gerou até um protocolo de profissionais do Ceará e Amazonas em grupos de discussão fechada. É um pacote de remédios que supostamente, quando ministrado já nos primeiros sintomas da doença e sob orientação médica, conseguiria evitar o avanço do Sars-Cov-2 no organismo humano contaminado.
Como são medicamentos facilmente encontrados no mercado farmacêutico, valem todas as ressalvas sobre o perigo da automedicação. São remédios, como a cloroquina e a hidroxicloroquina, que podem provocar ataque cardíaco fatal.
O único fato novo no uso desse coquetel químico é a mudança do que se fazia no início da pandemia. Ao invés de se recomendar às vítimas da doença com sintomas leves ficar em casa e só procurar assistência médica se o quadro clínico se agravar, o combate à doença deve ser imediato, antes mesmo de se ter em mãos resultados de exames clínicos que comprovem a presença do corona vírus.
Esse não é o único coquetel que vem sendo usado pelos médicos mundo afora, e não chega a ser a "luz no fim do túnel". Numa analogia, talvez não seja inadequado apontar como lanternas na escuridão total para se encontrar a cura para a Covid-19, que já matou mais de 500 mil pessoas em pouco mais de quatro meses.
Nenhum comentário:
Postar um comentário