A paralisação total das atividades na sempre eletrizada região da rua 44, em Goiânia, desde a implantação das primeiras medidas de restrição social em Goiás soma dois fatores gigantescamente graves. O primeiro, por óbvio, é a saúde, já que as aglomerações nesse formato de negócios são inerentes, e esse é o ambiente mais propício para o corona vírus se espalhar muito rapidamente. O segundo fator não é menos grave, embora pule do CPF para o CNPJ. Como as empresas protagonistas não tem poder financeiro para se autofinanciarem com as portas fechadas e o acesso bancário ao pacote de auxílio prometido pelo governo federal não chega a elas, a apreensão é total diante da real possibilidade de estrangulamento total do negócio.
Se esse conjunto de fatores é terrivelmente sério, agora se acrescenta um novo e também terrível componente: o vai-e-vem das decisões governamentais. Ontem, após cerca de três meses com as portas fechadas, as empresas, boa parte delas familiares, finalmente puderam voltar a vender. Durou muitíssimo pouco. Hoje, quarta-feira, 1º, a regra mudou, e a região está mais uma vez interditada.
O maior problema nisso tudo não é exatamente a quarentena empresarial, mas a falta de perspectiva de maior duração. Pode hoje, não pode amanhã quando se esperava/acreditava que poderia por mais tempo. Não há emocional que não fique abalado com isso. A regra 14 por 14 - 14 dias de quarentena e 14 dias subsequentes de abertura - poderá gerar pelo menos uma certa estabilidade. Essa também é uma torcida boa neste momento tão difícil.
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