quinta-feira, 9 de julho de 2020

Goiânia reabre tudo: sem apoio da população, isolamento social é mesmo uma ficção

O plano inicial era flexibilizar as atividades econômicas não essenciais. Programa simples, de aplicação fácil de entender: abertura total por 14 dias seguido por fechamento pelo menos período. Para os estudiosos, essas duas semanas alternadamente poderia impedir a explosão da casos de covid-19, resguardando a rede hospitalar, e ainda dar folego às empresas para suportar esses tempos de pandemia virótica com possibilidade real de se tornar mortal - mesmo quando se tem assistência médica - para uma parcela pequena dos contaminados.

Apesar de simples, e talvez viável, não deu certo. A população simplesmente não apoiou, e sem esse apoio não há isolamento que tenha bons resultados. Em 10 dias, as curvas de monitoramento da circulação de pessoas se manteve por volta de 37%, atingindo pique de 38%. Isso é quase nada, e provavelmente insuficiente, entendem os especialistas médicos.

O prefeito Iris Rezende percebeu a perigosa arapuca política que estava em curso com a insistência na aplicação do plano 14 por 14, e convenceu o governador Ronaldo Caiado. Não se conhece o teor real do que ambos conversaram, mas sabe-se a conclusão: Goiânia e Goiás vão reabrir praticamente todas as atividades.

O que virá depois ninguém sabe. A sorte está lançada.

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