Levando em conta tudo o que se observou em outras regiões, aqui e lá fora, a perspectiva não é boa. No que se refere às pessoas, a possibilidade de infecção pelo corona vírus ganha enormes proporções. Particularmente para três ou quatro perfis: aqueles que desacreditam na efetiva proteção via máscaras corretas, álcool em gel e sabonetes nas mãos; os que, mesmo acreditando, vão se acumular dentro de um transporte coletivo pior do que o destinado para o gado - que jamais é embarcado nos caminhões acima da capacidade instalada; por fim, os e as que preferem ignorar os riscos inegáveis e se entregar a efêmeros momentos em que encontram a felicidade em bares, festinhas e intensidade social.
Goiânia vai se lançar à própria sorte sob forte paradoxo: saúde das pessoas ou morte das empresas. E o azar está à espreita. Se tudo der errado, haverá trabalho extra nos cemitérios e empresas sem clientes e com caixa negativo. Se funcionar mais ou menos, vai ter aumento no número de infectados, mas ainda suportável pela rede hospitalar, e algumas empresas vão retomar o tempo perdido (o que tem sido registrado em São Paulo não é muito animador nesse aspecto, ao contrário). Se, e essa é a torcida de todos, a jornada dos goianienses for boa, então não haverá impacto negativo no número de infectados, mas as empresas não devem imaginar que as suas caixas registradoras tilintarão como nunca. Na melhor das hipóteses, retornam aos tempos pré-pandemia, em que os negócios não estavam nada bem.
Seja lá o que vier, que pelo menos não prevaleça a Lei de Murphy.
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