Com a adoção do protocolo 14 por 14, elaborado pela UFG e acatado pelo governo de Goiás e prefeitos, para diminuir as curvas da Covid-19 em Goiás, que tem batido seguidos e tristes recordes, a região metropolitana de Goiânia terá que resolver, durante o período de fechamento, o gravíssimo problema do transporte coletivo. Isso se não quiser assistir, nos períodos de abertura, de 14 dias seguidos, novas explosões de contágios por corona vírus.
Desde o surgimento da doença, no final do ano passado, na China, muito do que se imaginava a respeito do vírus não se confirmou. Porém, uma certeza desde o início permanece: o corona precisa de aglomerações, contatos físicos entre as pessoas, para se distribuir nas populações.
Em Goiânia e região metropolitana, sempre se soube da gravíssima, desumana até, situação do transporte coletivo. O sistema é totalmente incapaz de transportar as pessoas de um ponto ao outro. Por sinal, nem nas estações de embarque os usuários conseguem acessar os veículos sem tumulto.
Para o corona vírus, o transporte coletivo tradicional de Goiânia e região é o ideal para se proliferar de maneira descontrolada. A Assembleia Legislativa chegou a discutir a adoção, temporariamente, de transporte auxiliar através de vans escolas e de turismo, que estão paradas porque ambos os setores foram literalmente fechados. Sem maiores explicações, a não ser uma desculpa de tramitação inapropriada para os padrões burocráticos do parlamento estadual, a iniciativa foi arquivada.
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